História
⌚ 24.02.2016

2011

Criação do Centro de Dia para Doentes de Alzheimer e Outras Demências "S. João de Deus" (26 de outubro).

2009

Adesão à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

2002

Transferência da tutela do Estado para o da Santa Casa da Misericórdia do Porto das instalações do Hospital e dos cerca de 300 doentes residentes (01 de janeiro, às 09h00). O Hospital de Alienados do Conde de Ferreira dava, assim, lugar ao Centro Hospitalar Conde de Ferreira.

1976

Nacionalização do Hospital de Alienados do Conde de Ferreira pelo Estado Português.

1916

A Portaria n.º 555, de 17 de janeiro, atendeu ao representado pela Misericórdia do Porto e autorizou a que esta instituição aceite a doação de um grupo de indivíduos, em nome de quem outorgara determinada pessoa sem menção dos nomes deles, lhe fizera de valores na importância aproximada de 60000$00 e que o mesmo grupo poderia ir aumentando, para a construção e sustentação de um pavilhão anexo Hospital dos Alienados do Conde de Ferreira para o internamento de pobres incuráveis, começando pelos que já se encontram internados no mesmo hospital.

O Decreto n.º 2550, de 3 de agosto, aprovou o seu Regulamento Geral: Serviços Técnicos e Administrativos, Serviços Técnicos, Administrativos e Gerais.

1914

A Lei n.º 116, de 9 de março, excluiu o Hospital de Alienados do Conde de Ferreira das disposições do Decreto de 11 de maio de 1911 (Autorizando a criação de novos manicómios e de colónias agrícolas para alienados, e regulando os respectivos serviços). Continuaria a sua administração confiada à Misericórdia do Porto.

1911

Pelo Decreto, com força de lei, de 11 de maio, que procura assistir os alienados em Portugal, previa, de acordo com as possibilidades do Erário público, a abertura de sete manicómios e 10 colónias agrícolas. Os manicómios seriam clínicas psiquiátricas (anexadas às Faculdades de Medicina de Lisboa, Porto e Coimbra). No caso do Manicómio do Conde de Ferreira são definidas 550 vagas como limite máximo.

1907

Abertura de um edifício para doentes agitados (10.ª enfermarias).

1904

Edificação de um pavilhão para alojar alienados criminosos (9.ª enfermarias).

1888/1889

Instalação de um gabinete fotográfico, no seguimento do utilizado em hospitais psiquiátricos estrangeiros, aproximando cada vez mais o Hospital às técnicas inovadoras da psiquiátrica de finais do século XIX.

188?

Poucos anos após a inauguração foram construídos dois pavilhões para doentes furiosos (8.ª enfermarias).

1883

Inauguração do Hospital de Alienados do Conde de Ferreira (24 de março).
António Maria de Sena foi convidado pela Misericórdia do Porto para o cargo de Diretor Clínico, oriundo da Faculdade de Medicina de Coimbra, onde se doutorou com a tese "Análise Espectral do Sangue" e com o trabalho intitulado "Delírio nas Moléstias Agudas", no concurso para professor daquela faculdade.

O Hospital é constituído por um vasto edifício que se desenvolve por quatro grandes alas e dois pavilhões envolvidos por jardins. Em anexo foi construído um pavilhão para observação médico-legal dos criminosos de ambos os sexos, assim como o laboratório. Como complemento existiam estruturas de apoio: oficinas, tipografia, lavandaria, rouparia, cozinha, entre outras. O Hospital era composto por 14 enfermarias, variáveis de acordo com a categoria social, o tipo e a fase da enfermidade dos doentes.

1868

Início da construção do Hospital de Alienados do Conde de Ferreira, na Quinta da Cruz das Regateiras, situada na antiga estrada para Guimarães. A extensa propriedade, com 120.000m2, com água em abundância e boa exposição higiénica, possibilitava a existência de jardins, prados e terrenos cultiváveis, considerados factores indispensáveis na terapêutica psiquiátrica.

O projeto, cuja arquitetura foi inspirada no Hospício Pedro II, inaugurado a 05 de dezembro de 1852 no Rio de Janeiro (Brasil), é da autoria de Manuel d'Almeida Ribeiro, arquiteto e professor na Academia Portuguesa de Belas Artes.

1866

Falecimento de Joaquim Ferreira dos Santos, Conde de Ferreira (24 de março). Uma das disposições do seu testamento contemplou 678000$000 réis, quantia invulgarmente elevada, para a edificação de um hospital para alienados, de raiz, na cidade do Porto, onde viveu os seus últimos anos.